quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O Gibi na Escola: de zero a onze anos

É possível trabalhar com Gibi na Escola?
Com certeza!
Ele pode ser apresentado às crianças desde pequeninas, ainda na Educação Infantil.
Para isso, existem alguns especiais, como os que não possuem texto, por exemplo.
Eu sempre escolho gibis brasileiros, os da Turma da Mônica, do Maurício de Souza, são os que eu mais gosto. Primeiro, porque são brasileiros. Segundo, porque apresentam personagens que tem ligação bem estreita com a escola - o Chico Bento e sua professora -, com a natureza - o Papa Capim - e com a arte - a Marina. O Astronauta, o Louco, o Zé Lelé, o Mingau, a Magali, o Do Contra, o Nimbus e Franjinha, também são muito admirados por mim. E tem o Horácio, um dinossauro que é vegetariano! Eu adoro as história dele!

O gênero
Crianças precisam ser inseridas no mundo da leitura através de diferentes gêneros textuais. Esse é um dos requisitos em um processo de letramento.
O gibi é um dos gêneros textuais adequados para isso, pois são escritos para o deleite, para o prazer de ler, ouvir, ver, escutar.
Sua característica principal é o desenho, em quadrinhos, de cenas que podem ou não ser complementadas com linguagem. Quando esta ocorre, balõezinhos aparecem saindo das bocas dor personagens.
Para mim, o gibi é uma prévia do cinema, pois tem a mesma estrutura - cenas que narram uma história entrecortadas pela nossa imaginação - e nem sempre precisa de palavras. O que falta no gibi e que se encontra no cinema tem - o movimento e o som - a gente inventa. Em alguns casos, as onomatopeias resolvem...

Metodologia
Como fazer?
Com crianças pequenas, é preciso formar o hábito.
Leva-se à escola, especialmente histórias sem linguagem escrita, para que elas aprendam a ler o roteiro.
Pequeninas, pegam, olham imitam a professora que também olha, folheia e lê o seu gibi.
Um pouquinho maiores (quatro ou cinco anos), podem contar à professora e colegas a histórias que leram.
Entre seis e oito anos, o Gibi deve continuar na sala de aula como deleite: leitura silenciosa, individual.
A professora deve providenciar um para cada criança (há em sebos por um preço bem bacana). E deve ler também. Eu sugiro que se marque um tempinho para a leitura. Pode começar com cinco minutos e, à medida em que as crianças vão gostando, o tempo pode ser ampliado. Até 20 minutos uma vez por semana ou em dois dias na semana é suficiente para esse gênero.
Paras as crianças do 3º, 4º e 5º ano, a professora deve indicar o tempo de leitura e, depois dele, pode interferir com tarefas. Como?
Retirando o último quadrinho e solicitando um fim...
Suprimindo o título e perguntando como este seria...
Recortando os diálogos e sugerindo que os estudantes escrevam os seus próprios...
Aproveite o roteiro e leia para seus pequenos. Eles vão adorar!



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Alfabeteando...

Olá, bem vindo!

Um "Alfabeto à parte" foi criado em setembro de 2008 e tem como objetivo discutir a leitura e a literatura na escola. Nele disponibilizo o que penso, estudos sobre documentos raros e meus contos, além de uma lista do que gosto de ler.

Em 2013 concluí pesquisa sobre o Abecedário Ilustrado Meu ABC, de Erico Verissimo, publicado pelas Oficinas Gráficas da Livraria do Globo em 1936. O lançamento do livro e sua repercussão estão no Blog. Alguns artigos sobre a pesquisa também. Leia e dê sua opinião.

A novidade, em 2015, foi a inauguração da Sala de Leitura Erico Verissimo, um sonho antigo que agora se realiza. Em 2016, o processo de restauro da Biblioteca na Escola Fernando Treptow, inaugurada em 25 de novembro.

Em 2017 estou produzindo a Biografia de João Bez Batti. Através de relatos pessoais nos quais a criançaque João foi é a personagem principal, recosntruo, com narrativas litetárias, seu descobrimento como escultor. Bilíngue (português e italiano) o livro tem data para ser lançado: 11/11/2017.

Abraço

Cristina